Torre Negra

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sábado, 22 de novembro de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=ZnmoHxlMQbI

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Em que mundo vivemos? Castigo arduo... passear na barra!!!

Dois dos três estudantes de classe média que foram detidos de madrugada, no início do mês, após agredirem prostitutas e travestis com um extintor de incêndio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, começaram a cumprir pena alternativa hoje. Os universitários Fernando Mattos Roiz Jr., de 19 anos, e Luciano Filgueiras da Silva Monteiro, de 21, passaram o feriado participando do serviço de limpeza no Bosque da Barra, área de lazer perto de onde eles, na companhia de um menor de 17 anos, descarregaram o conteúdo de um extintor na direção das prostitutas que faziam ponto na Avenida Lúcio Costa.
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A pena foi determinada pelo juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Juizado Especial Criminal da Barra, que os condenou por perturbação da tranqüilidade alheia. O magistrado determinou que os dois jovens prestem oito horas semanais de serviços à companhia de limpeza urbana do Rio (Comlurb) da Barra, onde vão recolher lixo e ajudar a limpar pichações em postes e muros.

Na audiência, na terça-feira, os jovens admitiram o erro e se disseram arrependidos. Eles também pediram desculpas a uma das vítimas que estava presente. Os dois também fizeram questão de se diferenciar dos jovens que agrediram a empregada doméstica Sirlei Dias, em julho, pensando que ela era uma prostituta e negaram ter usado álcool e drogas. Caso não cumpram pena de serviço comunitário, ambos podem ser processados na Justiça comum por perturbação e lesão corporal.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual o assunto que mais lhe interessa?
Além da vida in vitro feita nas coxas
E vivida às pressas

A empresa da guerra
A mais-valia da morte
A última sentença
A violência nas ruas
O bio terrorismo

A soja transgênica
Clonagem da mente
Dos órgãos vitais
A nova ciência
Moral decadente
Tradição milenar
Outra tendência

Suicídio, livre arbítrio
Aborto consentido, eutanásia
A dívida congênita
O quinto partido, o tempo
Das máquinas

Monarquia playback
A república inventa
O eclipse lunar,
a decadência moral

A calota polar, o império dos egos
O vidente cedo, o cachimbo de Édipo
A paixão de Romeu, colapso dos mares
Crianças sem lares, a ausência de Deus

A assembléia dos loucos,
O juízo dos lobos
A vontade dos céus
A escala econômica em que o crime compensa

Qual o assunto que mais você pensa?

Sexo, amor, culpa ou inocência
A dieta do Papa, o segredo de Fátima
A última penitência

Bom dia Vietnã, boa noite Bagdá
Adeus Sherazade

Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual a verdade em que mais você pensa?

O fim da natureza
E o final da história
Glória, glória, glória?

Apenas uma canção invento agora
Um poema
A madrugada é silêncio, a dor acalenta

Esquece o início de tudo e o fim dos tempos
Deita no colo de tua amada
Onde da misteriosa expansão do nada
O universo se alimenta

Qual o assunto em que mais você pensa?
Qual é a verdade em que mais você sente?
Qual a mentira em que mais acredita?
Qual é o nome que você mais grita?
Qual é a força que mais te enfraquece?
Qual é a fome que mais te alimenta?
Qual é o prato que mais te apetece?
Qual é o mapa que mais te orienta?
Qual é o jogo que mais você ganha?
Qual é o ganho que mais te enriquece?
Qual é a perda que mais você chora?
Qual é a casa em que mais você mora?
Qual é a frase que mais você fala?
Qual é a fala que mais você cala?
Qual é o assunto que mais você teme?
Qual é o tema que mais ignora?

Qual o assunto que mais lhe interessa?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007


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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Sou uma nota velha e suja...

Sou como uma nota velha e suja...
uma nota já gasta,
uma nota rasgada e remendada.
Maltratada pelas mãos dos que já usaram e perderam,
dos que já se foram e nunca mais irão voltar...
Sou uma nota velha e suja,
largada na mesa molhada de um bar.

Eu ia fazer uma coisa que ela nunca teve coragem. Eu ia matar meu pai!


Mais um grito, meu irmao chora no berço, ele nunca chora,
mesmo tendo apenas quatro meses, ele só chora quando meu pai espanca minha mãe, ele sempre acorda com o barulho da cabeça da minha mãe na parede, no resto do tempo ele apenas dorme.
Talvez ele durma tanto porque ele não quer ver minha mãe assim, desde que ele nasceu minha mãe apanha todas as noites... mas não é culpa dele, desde que ela casou com meu pai ela apanha quase todas as noites, só não apanha aos domingos, que é quando meu pai não bebe e vai à igreja, ele é evangelico.
Uma vez tive coragem e perguntei porque ele batia na minha mãe.
-Pelo mesmo motivo que você vai levar uma surra agora!
Nunca mais minha visão voltou ao normal, passei cinco dias internado, a mãe disse no hospital que eu tinha sido atropelado, eles não acreditaram... minha mãe tinha o rosto inchado e roxo da ultima surra.
Ela diz que é o demonio que faz isso, disse que ele era uma pessoa boa, que foi a mãe dele que era macumbeira e ofereceu ele pro demonio... eu não acredito, a mãe de um amigo meu é macumbeira e nunca fez nada disso, ele é super boazinha, quando é dia de Cosme e Damião eu nem preciso ir na rua pra pegar bala, ela passa lá em casa bem cedinho e deixa um monte de doces,eu como escondido porque a mãe diz que é do diabo e que faz mal ,mas eu sempre como e nunca passei mal. Eu não entendo meu pai diz que é filho de deus e bate na minha mãe e as balas que são gostosas são do diabo!
Eu já tentei fazer meu pai parar de bater na minha mãe, eu vi o moço da televisão dizendo que se isso acontecer a gente tem que ligar pra policia, eu fiz isso mas não adiantou nada, meu pai deu cinquenta reais pro policial e enfiou a porrada na mãe, foi nesse dia que ela perdeu um olho ela caiu em cima do abajur e vazou o olho, nunca ouvi um grito como aquele. Ele nunca soube que fui eu que liguei.
Mas hoje isso vai acabar, eu peguei a arma do pai do thiago, achei na gaveta do pai dele quando eu fui fazer trabalho na casa dele,
eu estou na segunda serie, devia estar na quarta serie mas eu repeti, a tia disse que eu sou muito burro, que eu não devia ter nascido, isso tambem vai acabar.
So escuto o som da parede e um gemido baixo, minha mãe não grita mais, ela sabe que se ele gritar ela vai apanhar mais. Ele esqueceu de trancar o quarto.
Ele vai se arrepender de ter esquecido...
O metal é frio, estou pronto.
Minha mãe me viu primeiro
Ela viu minha arma e sorriu.
Mesmo ensanquentada, sorriu.
Eu nunca a tinha visto sorrir.
Ela sorriu não de felicidade, nem pela sede de vingança.
Ela sorriu porque ela tinha orgulho de mim.
Ela sorriu porque eu ia fazer o que ela sempre quis fazer.
Eu ia fazer uma coisa que ela nunca teve coragem.
Eu ia matar meu pai!

E atirei...
O sangue jorrou e o grito ecoou.
Braço dele escorria sangue igual no filme de terror que eu vi.
Olho dele brilhava de odio.
Seu rosto era de um demonio.
Ele veio pra cima de mim,
ele tinha uma vassoura quebrada na mão.
A vassoura perfurou meu peito como uma faca cortando uma manteiga.
Senti gosto de sangue na boca.
Atirei pela segunda vez, dessa ele não escapou,
perfurei o intestino.
Como eu sei? Senti o cheiro de merda...
Disseram que quando se perfura o intestino espalha merda por dentro.
Senti aquele cheiro e sorri, ele esta morto.
Nesse momento estou morrendo com ele ao meu lado,
minha mãe ta desmaiada, desmaiou sorrindo, na parede tem sangue.
Me vejo na tela da televisão desligada, há algo estranho.
O que é aquilo na televisão?
Meu irmão parou de chorar.
Não estamos sozinhos na sala!
Rafael uruguay